Valorize-se!

É tempo de se valorizar, de valorizar o corpo. Mas se engana profundamente quem acredita que ao falarmos, nos artigos com dicas de como se vestir, em procurar usar aquilo que valoriza o seu corpo, estamos falando no estereótipo do corpo brasileiro, que falo em acentuar curvas para um corpo violão, em peças ajustadas. Menos ainda, no padrão de corpo desse nosso mundo louco da moda, no qual somos cúmplices da magreza.


Quando falo em valorizar a si mesmo com a roupa, estou falando sobre estar bem, se sentir bonita (ou bonito), não importa qual seja o seu gosto pessoal, independente da estética que você aprecia. Valorize você sem hipocrisia! Se não está satisfeito com seu corpo, vá correr atrás, fazer dieta, usar cinta e tentar, sim, usar “roupas que emagreçam”. Mas se você não se sente confortável dessa maneira, quem vai dizer para uma gordinha de kaftan e um maxi colar de pedras, um saltão e quem sabe até um turbante arrasador, que ela não está se valorizando?


A arte de amar a si mesmo é muito complexa. Afinal de contas, muito provavelmente, nem você mesmo se entende. A gente busca demais um ideal que não existe. Ideal é você se olhar no espelho e se sentir satisfeito. Com suas roupas justas, largas ou mais ou menos; baixinha sem salto ou giganta de salto mesmo. Se seu corpo é uma pera e você quer equilibrar isso, ótimo, vamos dar opções para isso; se você não quer se preocupar com isso, que seja, use de tudo! Mas não esqueça de procurar uma solução na moda que te valorize, que faça você se amar ainda mais.

Tenha autenticidade, e autenticidade não é falar o que pensa, porque o que você pensa, pode ofender alguém que não se manifestou. Autenticidade é uma palavra que tomou uma conotação de certa forma negativa nos últimos tempos, já que muitos a confundem com arrogância. Mas não é isso que ela significa. Autenticidade é respeitar a própria individualidade.


O ano que passou, foi um ano de grandes atos de empoderamento. Empoderamento feminino, negro, homossexual. Foi tema de camisetas. Mas gosto de acreditar que quando tirarmos as frases de luta das camisetas, transformando-as em ação, teremos nada mais, nada menos, que Paz e muito Amor.

Porque corpo, idade, etnia, religião e gênero, não fazem diferença. Não têm que fazer diferença. Não em sociedade. Para você, essas coisas devem fazer parte do seu dia-a-dia, da sua história e cultura, da sua família, essa é a diferença. Mas independente disso, nesta temporada precisamos de Amor. E Amor não sai de casa sem que você o vista. Comece com amor próprio.


As vezes a gente ama a roupas que não acreditamos poder vestir. Você pode vestir o que quiser. A vida é uma peça teatral, e a interpretação de si mesmo, é você quem cria. E o figurino? A gente ajuda é claro! Mas você é quem veste! E olha que a temporada é longa e tem muita opção e tempo para mudanças!


Por Isadora Rodrigues,

São Paulo, 27 de agosto de 2020



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